O som dos saltos de Fiorella ecoava pelo corredor antes mesmo de ela aparecer na porta da minha sala. Ela andava como quem comanda um império — e talvez achasse mesmo que era dona de metade dele. Eu me preparava para a reunião com um grupo de investidores internacionais, os olhos fixos na planilha aberta, quando ouvi sua voz cortante: — Podemos conversar a sós? Levantei os olhos devagar. Ela estava com os braços cruzados, a sobrancelha arqueada, e a impaciência estampada no rosto. Respirei fundo e indiquei a cadeira em frente à minha mesa. — Claro. Feche a porta, por favor. Assim que ela se sentou, soltou: — Você realmente acha que é uma boa ideia trazê-la para cá? Não havia necessidade de nome. Sabíamos de quem ela falava. — Stella agora trabalha para mim — respondi com calma. — E

