A lareira crepitava diante de nós, lançando clarões quentes que dançavam sobre as paredes de pedra da mansão. O vento lá fora atravessava os vinhedos com um assovio constante, mas aqui dentro o silêncio parecia esmagador. Eu estava sentada numa das poltronas altas, envolta em um cobertor, enquanto Matteo se posicionava à minha frente, com os cotovelos apoiados nos joelhos, como se carregasse o peso de um mundo inteiro nas costas. E talvez carregasse mesmo. Desde o momento em que chegamos à casa, eu vinha sentindo aquela pressão invisível ao meu redor. Os seguranças armados, os olhares tensos dos funcionários que m*l levantavam a cabeça quando eu passava, o modo como todos chamavam Matteo de um jeito estranho… como se ele fosse algo mais do que apenas um empresário italiano. E agora… ago

