A estrada que leva até Chianti serpenteia por entre vinhedos intermináveis, o sol se despedindo em tons de ouro enquanto o carro avança lentamente. Ao meu lado, Stella dorme. O rosto sereno, as mãos entrelaçadas sobre o ventre, respirando de maneira profunda, tranquila… como se, por algumas horas, o mundo tivesse permitido que ela esquecesse do medo. Eu olho para ela e sinto algo dentro de mim estremecer. Dias atrás eu quase a perdi. E a ideia de que este é só o começo — de tudo que ainda pode nos atingir — me dá arrepios. Quando os portões de ferro se abrem, Stella desperta devagar, piscando enquanto observa o caminho pavimentado se revelar entre ciprestes altos. — Onde estamos? — ela pergunta, a voz ainda sonolenta. — Em casa. — respondo baixinho. E então a propriedade surge. A m

