O silêncio do quarto era cortado apenas pelo som ritmado do monitor cardíaco. O bipe suave me lembrava, a cada segundo, que Stella ainda estava ali. Viva. Que Georgia ainda lutava. Eu não conseguia tirar os olhos delas. O rosto de Stella estava pálido, os lábios ressecados. Dormia sob o efeito dos remédios, e eu me sentava ao lado da cama, observando cada movimento do peito dela, cada respiração. Era o único som que me mantinha inteiro. Quando a porta se abriu atrás de mim, o som ecoou alto demais. Me virei devagar, o corpo ainda tenso, e encontrei duas figuras conhecidas — embora uma delas eu tivesse desejado nunca mais ver. Don Pietro Mancini. O homem que, por muito tempo, foi mais pai para mim do que o meu próprio. E Fiorella, minha irmã, logo atrás dele, com o rosto marcado por lá

